Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Transportes ecológicos no concelho

SATU

SATUEste transporte apresenta diversas vantagens. A primeira das quais é não necessitar de condutor, sendo operado através de uma central computorizada de alta tecnologia localizada na Estação dos Navegantes. Além disso é não poluente, dado que funciona a electricidade, logo é amigo do ambiente. É também um transporte pouco ruidoso, não obstante as diversas críticas dos moradores.

O programa do SATU foi lançado quando Isaltino Morais era presidente da Câmara Municipal de Oeiras tendo sido concluído durante o mandato de Teresa Zambujo. Este resultou de uma parceria entre a Câmara Muncipal Oeiras e a empresa Teixeira Duarte. Foi então criada a SATUOEIRAS - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M., detida a 51% pela Câmara Municipal de Oeiras sendo os restantes 49% detidos pela Teixeira Duarte. O investimento envolvido para a construção da 1ª fase envolveu cerca de 23 milhões de euros.

Há ainda a referir os elevados custos praticados pela empresa, quando o seu trajecto é pequeno:

"Na primeira aquisição, ao valor da tarifa acresce o custo do cartão recarregável (0,50 €) O cartão é recarregável, não o deite fora.

  • 0,45 € p/ viagem em bilhetes de 20 viagens (9 €), válido por 90 dias.
  • 0,50 € p/ viagem em bilhetes de 10 viagens ( 5 € ), válido por 90 dias. Pode ser utilizado por uma pessoa ou por um grupo.
  • 1,00 € p/ viagem de ida, válido no dia da aquisição.
  • 1,50 € p/ viagem de ida e volta, válido no dia da aquisição.
  • 2,50 € por nº de viagens que uma pessoa pretender efectuar, válido no dia da aquisição."
publicado por Concelho de Oeiras às 16:42
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1 comentário:
De Anónimo a 5 de Março de 2008 às 00:49
m Oeiras moradores afectados por veículo inovador que "circula vazio"

Sem vistas para o exterior e com um ruído constante, alguns moradores do Bairro da Tapada do Mocho, Oeiras, vão à janela e só vêem passar o SATU, um inovador veículo que segue quase sempre vazio.
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"Isto é um inferno", desabafou Joaquim Marques, um dos moradores que teve "de mudar do quarto para a sala" porque "o ruído é constante entre das sete e a 01:00 da madrugada".

Joaquim vive num sexto andar e quando vai à janela tem como vizinhos a Estação da Tapada (única no trajecto), a uns escassos metros de si, e os "poucos utentes" que utilizam este novo meio de transporte, uma das obras de Isaltino Morais, enquanto presidente da Câmara Municipal de Oeiras.

Apesar de ter já sido inaugurado em Junho de 2004, os utentes e os moradores garantem que o SATU - Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras, um eléctrico de superfície não poluente e sem condutor, circula quase sempre vazio.

"Os utentes são muito poucos, vejo dois ou três, depende, mas nunca vai cheio", disse à Lusa Maria Manuela Miranda, uma utilizadora habitual do SATU.

Joaquim Marques já escreveu cartas para a autarquia e para a empresa municipal responsável pela obra (a SATU), mas até hoje não obteve qualquer resposta.

Também Pedro Manique se queixa do "ruído constante e da perda da vista" para o exterior.

"Vivo num sétimo andar e passei a ter uma estação ao nível do sexto, portanto é como se vivesse num primeiro andar", lamentou-se o morador.

No entanto, os problemas provocados pelo SATU vão além da paisagem e do ruído.

"Estou com um problema de depressão nervosa agravado pela força do ruído e da falta de tranquilidade que se tem", disse Pedro Manique.

Em declarações à Agência Lusa, a presidente do Conselho de Administração da SATU - Sistema Automático de Transporte Urbano respondeu a estas queixas, dizendo que "os valores de ruído estão dentro dos previstos na legislação".

Segundo Fátima Azevedo, está-se a "cumprir aquilo que estava previsto" pelos responsáveis do projecto.

Além disso, acrescentou Fátima Azevedo, "os hábitos fazem com que as pessoas depois já não tenham a mesma percepção do que no princípio".

Quanto à paisagem, a presidente do Conselho de Administração da SATU afirmou que "não há legislação que dê às pessoas o direito à vista" e garantiu que "as distância foram cumpridas naquilo que o regulamento exige".

Fátima Azevedo revelou que desde a sua inauguração, o SATU já transportou cerca de 125 mil pessoas, uma média de 15 mil por mês, ou entre 500 a 600 por dia.

No entanto a presidente do Conselho de Administração da SATU assumiu que tem "constado isso", ou seja, que as carruagens vão quase vazias.

"Sendo um transporte novo e com 1200 metros é compreensível que não tivesse muitos passageiros, mas estamos convencidos que a afluência vai ser bem maior quando alargarmos o SATU ao Lagoas Parque e também ao Tagus Parque, e posteriormente ao Cacém", disse.

O investimento com o projecto foi de 23 milhões de euros nesta primeira fase e "assumido na totalidade pela Teixeira Duarte" [empresa de construção privada]".

Aquela responsável reiterou que a empresa privada "assumiu o risco do negócio".

Agência LUSA

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